Uma Lição de Futebol!!!!

19 12 2011

O futebol brasileiro hoje levou uma sova no Japão, eu sempre acreditei na superioridade do Barça, e sabia que se o time de Messi e Cia. quisessem jogar bola, o time do Santos não seriam pários, mas não imaginaria que eles não sairiam nem na “foto”. E o único que percebeu isso, pelo que pude ler e ouvir por aí, foi o Neymar. “Tomamos uma aula de futebol do melhor time do mundo”, ele disse.

Foi precisamente isso, uma aula, uma lição. Mas não apenas porque o Barça enfiou quatro e poderia ter feito mais.

O que se viu hoje foi um choque de realidade. Não que todos os times europeus sejam melhores que os brasileiros. Mas é que vimos hoje uma demonstração de como é, de verdade, ter filosofia, princípios, linha de pensamento, conduta, projeto. Jogar o jogo, jogar bonito, e não estou falando daquela campanha publicitária da Nike.

Espero que os torcedores dos santos e os admiradores do bom futebol do Neymar (e eu me encaixo nesse time) me interprete mal, mas o que quero dizer que vivemos um futebol no Brasil hiper-super-mega valorizado e principalmente hiper-super-mega faturado. Esse ano foi sim talvez o campeonato brasileiro mais disputado da história dos pontos corridos, mas não foi pela alto nível e paridade entre os clubes brasileiros, não, não foi, pelo contrário, foi pelo baixo nível apresentado de um futebol que está cada dia que passa se transformando num reality show de jogadores de futebol medianos, estrelas, despreparados e vislumbrados. Tudo está “Puro marketing”.

O jogo de hoje foi muito mais que uma goleada, foi a “vitória”.

Foi a vitória sobre a soberba brasileira.  A vitória sobre a soberba dessa gente que ganha muito mais do que merece, que vende um peixe que não tem, que se autopromove o tempo todo e que conta com a colaboração dos veículos de comunicação de massa para iludir o público e torcedores.

O presidente do Santos faz aquela pirotecnia toda para não vender o Neymar e o resto do time é “fraco”. Puro Marketing. O tal de Ganso, também supervalorizado, que é tratado como uma espécie de Novo Zico dos novos tempos, mas que mais parece um pobre ator coadjuvante que não aceita o papel, assim atua de forma morna e sonolenta. Também PURO MARKETING. O Corinthians contrata um gordo descompromissado como Adriano, o cara nem joga, mas vende camisa. Puro Marketing (pra mim o Um tiro no pé). O São Paulo traz de volta o centroavante bichado, coloca 40 mil pessoas no Morumbi, mas não consegue enxergar que se não tiver alguém que coloque a bola em seu pé, ele será mais um medalhão encalhado. PURO MARKETING. O Flamengo paga (ou não paga, sei lá, Flamengo é um time MUITOOO estranho) os tubos para ter o dentuço, o dentuço não joga nada, mas se comporta como se fosse algum tipo de deus sobrenatural, que simplesmente por puro desvio de caráter e falta de profissionalismo decidiu não se importar mais. PURO MARKETING.

Neymar, coitado, ótimo jogador, o melhor da sua geração, talvez o único que me faz acreditar que poderá chegar perto do que o Ronaldo, O Fenômeno, já chegou. Também virou marketing puro. Tem fila de empresas querendo patrociná-lo, para alegria das agências de publicidade. Virou, em definitivo, uma celebridade nacional, um sex-symbol, aparece em “Caras”, no “Fantástico”, nas “Altas Horas”, nos programas da Angélica e da Ana Maria Braga, no CQC, na Gabi, sei lá onde mais. Por isso não me impressiona o fato de ele não ter mais tempo pra nada, nem pra se concentrar e muito menos jogar bola.

Barcelona joga bola, e que joga para fazer gols, e que seus jogadores se divertem. E não fazem faltas, não desprezam ninguém, fazem aquilo que aprenderam a fazer desde moleques, lá no terrão deles que deve ter uma grama legal e, especialmente, professores decentes. Professor, ao contrário do que acham os brasileiros, não é o picareta que sai cagando regra para seus jogadores e para a imprensa, que improvisa posições, brinca de trocar de peças, que finge que ensina o que não sabe, e finge saber o que gostaria de ensinar. Professor é quem pega um menino de 8, 9, 10 anos, e ensina. Ensina a brincar com a bola, a respeitar o adversário, a dar um passe, a buscar o gol, a se divertir. Ensina fundamentos, ensina a ser gente, ensina em ter ética, ensina a importância que é fazer parte de uma “equipe”, enfim.

O futebol brasileiro é dirigido e frequentado por pessoas da pior espécie, a começar do topo da pirâmide, o presidente da CBF. Hoje vimos como nos satisfazemos e vislumbramos com pouco, e que destacamos como qualidade num jogador quando ele é profissional, comprometido e disciplinado, enquanto isso deveria ser o mínimo que se espera de um profissional da bola.

O santista pode sim se orgulhar por ter visto seu time na final no Japão, protagonista da bela cerimônia que antecedeu a decisão com o Barcelona, mostrada para o mundo inteiro.

No jogo, é verdade, foi coadjuvante, como se temia, e apenas viu o rival jogar.

Porque o Santos é deste planeta mas o Barcelona é de outro planeta.

Espero que o futebol brasileiro tenha aprendido, e todos que se envolvam nisso, que administra, que financia e mais um monte de coisa, durmam envergonhados, mas não pela derrota do Santos que já era de esperar, pelo contrário, parabenizo e repito que os jogadores dos Santos devem voltar orgulhosos, mas esses que já citei não, devem se sentirem envergonhados pelo caminho que o “nosso” fubibol ( isso mesmo, “nosso”, por que ele é meu, é seu e de todos os brasileiros) está indo.

Abraços e Voltem Sempre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





29 COISAS QUE OS HOMENS ADORARIAM QUE AS MULHERES SOUBESSEM

2 12 2011

Esse texto está rodando e-mails e redes sociais, eu nunca gostei de ficar repassando ou dando ibope para essas manifestações, mas tenho que admitir que achei muito bacana, inteligente e muito bem sensível.

Espero que gostem!!!!

29 COISAS QUE OS HOMENS ADORARIAM QUE AS MULHERES SOUBESSEM

1. Fale o que pensa. Não é por mal, mas não somos muito bons com indiretas;
2. Quando fizermos uma cagada, fale – uma vez;
3. Eu sinto tesão por você, não pela sua prima ou pela sua vizinha;
4. Manere nas sua sobrancelha. Uma linha fina em cima do olho não é bonito;
5. Você fica extremamente sexy com aquele seu pijama velhinho de algodão;
6. Não tenha medo de dispensar a maquiagem – natural é sempre mais sexy;
7. Vocês mentem muito mal quando dizem que está tudo bem – nós sabemos que não está, só não sabemos o que aconteceu;
8. Você pode me chamar pra transar a hora que quiser. De verdade;
9. Masturbação me dá 1/10 do prazer que sinto no sexo com você. Acredite;
10. Não tem som melhor no mundo do que ouvir você tendo um orgasmo;
11. Quando vocês ficam bravas com coisinhas pequenas e insignificantes, nós questionamos sua inteligência;
12. Se eu te dou opinião quando você está se arrumando, significa que você está muito atrasada;
13. Não me peça pra te ajudar a escolher com qual roupa vai sair. Eu provavelmente vou fazer uma escolha ruim e a gente vai se atrasar ainda mais;
14. Mas me dar duas ou três opções de roupa já são outros 500, desde que você troque de roupa na minha frente. Bem devagarzinho;
15. Adoramos quando vocês fazem rabo de cavalo;
16. Celulite ou langerie feia só nos incomodam se estiverem em um estado muito crítico;
17. Uma passada de mão inesperada é sempre bem-vinda, até em lugares públicos. Principalmente em lugares públicos;
18. Você pode escolher o filme, mas tem que ter um motivo para querer vê-lo;
19. Quando você me chama no chat do trabalho “só pra falar um oi” eu não estou realmente prestando atenção – estou checando meu email;
20. Não espere que tenhamos uma conversa por SMS, a não ser que inclua a palavra “esperando” e “pelada”;
21. Sempre que quiserem cozinhar, irão nos fazer feliz;
22. Nós temos um alarme de perigo iminente que sempre dispara quando vocês perguntam: “Você acha aquela mulher bonita?”;
23. Não confie na gente para mantê-las atualizada sobre as fofocas;
24. Não, eu não me lembro o que ele disse depois. Nem o que ela disse. Nem me lembro do homem de camisa roxa perto da porta. Somos ruins em detalhes;
25. Tenha opinião própria, não me pergunte se está gorda se já sabe a resposta;
27. Não grite, nem com suas amigas. Isso não é legal, mesmo;
28. Aprenda a jogar videogame, nossos finais de semana teriam uma emoção a mais;
29. Às vezes, nós nos perguntamos porque mulheres tão incríveis querem ficar com a gente, seres tão inferiores. Então, obrigado mais uma vez.

Texto livremente traduzido e adaptado da revista Men’s Health.

 

Abraços e Voltem Sempre!!!!





Movimento Gota d’água!!!!

18 11 2011

A luta dos ativistas contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte ganhou não um, mas 19 reforços de peso. Isso porque atores e atrizes participaram de um vídeo promovido pelo Movimento Gota D’Água que questiona a construção da usina. A campanha ainda convoca os brasileiros a assinar uma petição que será entregue à presidente Dilma Rousseff pedindo a interrupção imediata das obras de Belo Monte e o incentivo a políticas alternativas de geração de energia limpas e justas para toda a população brasileira.

Inspirado no projeto Five Friend – Vote, produzido por Leonardo DiCapprio e dirigido por Steven Spiedlberd em outubro de 2008, o vídeo traz argumentos apresentados por diversos setores da sociedade, como ambientalistas, pesquisadores, cientistas, organizações de defesa dos direitos humanos e o Ministério Público Federal.

Ary Fontoura, Bruno Mazzeo, Carol Castro, Ingrid Guimarães, Malvino Salvador, Isis Valverde, Juliana Paes, Cissa Guimarães, Claudia Ohana, Dira Paes, Letícia Sabatella, Maitê Proença, Elisangela Vergueiro, Eriberto leão, Guilhermina Guinle, Marcos Palmeira, Murilo Benício, Nathalia Dill e Sergio Marone lembram que essa será a terceira maior hidrelétrica do mundo, consumindo R$ 30 bilhões – sendo R$24 bi proveniente de verba pública.

Apesar de todo o investimento, a obra só produzirá um terço da sua capacidade, uma vez que aquela região ao norte do país “praticamente seca” durante oito meses do ano. Além disso, ela irá destruir 640 km² da floresta amazônica e desabrigará milhares de índios e ribeirinhos, argumentam.

O vídeo “Gota d’Água+10”, que foi dirigido por Marcos Prado (produtor de “Tropa de elite”), ainda convoca todos os brasileiros a, depois de assinarem a petição, compartilharem o vídeo com mais dez amigos, como uma forma de disseminar a ideia e fazer com que “as gotas se transformem em uma onda”. Lançado na terça-feira, 15 de novembro, o vídeo fez tanto sucesso nas redes sociais que conseguiu mais 20 mil assinaturas em menos de 24 horas.

Movimento Gota D’água

O Movimento Gota d’Água, liderado pelo ator Sérgio Marone e pela jornalista Maria Paula Fernandes, está em sua primeira campanha e quer envolver a sociedade brasileira na discussão sobre o planejamento energético do Brasil pela análise do que acontece em Belo Monte. Segundo Marone, o movimento não é contra Belo Monte, e a intenção é apenas debater o tema dentro da sociedade “uma vez que nunca perguntaram aos cidadãos brasileiros se queremos a construção da usina”, diz o ator.

“Nosso movimento surgiu da necessidade de transformar indignação em ação. Queremos mostrar que fazer o bem é um bom negócio, e envolver a sociedade brasileira na discussão das causas que afetam nosso país”, disse Marone.

Link para o site do movimento: http://movimentogotadagua.com.br/ (assine você também!!!)
Abraços e Voltem Sempre!!!!!!!!!!!!




Uma Campanha para poucos….O preço de um Beijo!!!

18 11 2011

O termo “desodiar” não existe no nosso dicionário. E por tal omissão da língua, atribuímos ao ódio um estado sólido, concreto, imutável. Ele não pode ser desfeito. A quentura no sangue, o ranger de dentes, o retesar de testa, o ódio, o ódio. Nenhum outro ser vivo o sente, somente nós, ditos seres evoluídos. Eita, sentimento humano! E que cabeça a nossa que não se atentou a inventar o verbo desodiar. Como ainda somos limitados e negligentes!!!

Mas não podemos culpar a língua pela concretude do ódio, até mesmo porque nós que a criamos e continuamente as modificamos. Se não há desódio, vamos inventa-la!!!! Eu, você, o mundo pode aprender a desodiar. O primeiro passo foi dado pela Benetton. Unhate (em tradução livre, “deixar de odiar”, “desodiar”) é o nome da nova campanha da marca italiana. Nela, grandes rivais contemporâneos protagonizam beijos impossíveis.

O papa Bento XVI tasca uma bitoca em Safwad Hagazi, imã do Cairo.

Já o presidente norte-americano Barack Obama até fecha os olhinhos para beijar o presidente da Venezuela Hugo Chávez.

Noutro cartaz, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu beija o presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas.

Com a campanha de marketing, a Benetton continua sua luta em prol da cultura da tolerância iniciada na década de 90. Mas a tolerância é para os fortes, pois criar o desódio é empreitada árdua. Para se tornar uma pessoa tolerante, é preciso rever alguns conceitos que são cultivados no interior da alma.

O mundo será mais feliz quando campanhas como a da Benetton não mais fizerem sentido algum, ou que não choquem mais. Então poderemos dizer que somos seres evoluídos.

Alguns há julgarem provocação gratuita e arriscada, eu há considero provocativa sim, gratuita, nunca, arriscada sim, coragem sempre!!!!

Link do filme publicitário da marca: http://www.youtube.com/watch?v=qImJFg5dgTE&feature=youtu.be

Abraços e Voltem Sempre!!!!!





Empreendedorismo Social

7 11 2011

Vivemos hoje em uma sociedade cada vez mais interconectada, mas que, em muitos momentos, ainda opera de forma compartimentada.

Organizações do terceiro setor desenvolvem projetos para reduzir a pobreza e a desigualdade e preservar o meio-ambiente. Mas, por não terem finalidade de lucro, sua sustentabilidade financeira depende de doações, o que restringe seu escopo de atuação e o resultado de suas ações.

Empresas privadas, por sua vez, são orientadas para a obtenção de lucro. Criadas para poder oferecer produtos e serviços para servir a sociedade, hoje só conseguem atender a pouco mais de 1/3 da população mundial.

Ambas, por suas lógicas e finalidades limitadas, têm dificuldades para cumprir plenamente seu papel na sociedade. Por isso mesmo, apesar do aumento da riqueza gerada e do avanço que se viu nos últimos séculos, ainda vivemos em um planeta em desequilíbrio, com altas taxas de pobreza e desigualdade social.

Os negócios sociais surgem como proposta de evolução dos modelos existentes. Para superar os desafios sociais, propõem soluções que integram as lógicas de funcionamento dos dois setores, possibilitando a criação de modelos de negócio radicalmente novos no mercado.

O campo de negócios sociais ainda está em construção e há muito a ser aprendido e desenvolvido.

A consolidação dos negócios sociais emergentes, a atração e formação de capital humano qualificado para este campo, o crescimento de investidores interessados, a criação de centros de estudos nas universidades e fora dela, certamente contribuirão para o avanço da compreensão do significado deste novo modelo para o mundo e de sua capacidade de contribuir para a solução dos graves desafios sociais que a sociedade já enfrenta.

O que são negócios sociais?

São iniciativas economicamente rentáveis que, por meio da sua atividade principal (core business), buscam soluções para problemas sociais, utilizando mecanismos de mercado. Estes empreendimentos integram a lógica dos diferentes setores e oferecem produtos e serviços de qualidade a uma população excluída do mercado tradicional, ajudando a combater a pobreza e diminuir a desigualdade socioeconômica.
Esta nova tendência surge simultaneamente entre diferentes atores da sociedade:

  1. Empreendedores e lideranças sociais que buscam mais autonomia financeira e novas formas de expandir suas ações
  2. Empresas e empreendedores de negócios que buscam modelos que lhes permita oferecer produtos e serviços a uma população ainda não atendida pelo mercado
  3. Fundações, órgãos multilaterais e universidades que além de fomentar a pesquisa e disseminação de casos de sucesso, dispõe de linhas especificas de investimento em negócios sociais.

Os negócios sociais alcançam diferentes tipos de impacto social:

  1. Promover inclusão social, por meio da oferta de oportunidades de trabalho que melhoram a renda e a qualidade de vida de pessoas mais pobres  – incluídas aqui também pessoas com deficiência, de populações marginalizadas ou de comunidades alternativas.
  2. Oferecer produtos e serviços – de qualidade e a preços acessíveis -  que diretamente melhoram a qualidade de vida das pessoas mais pobres:habitação, alimentação, saúde, água potável, saneamento, energia, telefonia celular, computadores, serviços financeiros, jurídicos, seguros, etc.
  3. Oferecer produtos e serviços que melhoram a produtividade dos mais pobres, contribuindo indiretamente para o aumento de suas rendas – acesso a crédito produtivo, venda de tecnologias e equipamentos de baixo custo, etc.

O que diferencia um negócio social de uma instituição sem fins lucrativos e de um negócio “tradicional”?

  • Negócios “Tradicionais”: 
    Priorizam o resultado financeiro. Muitas vezes investem em projetos sociais ou ambientais, mas estas ações não estão necessariamente vinculadas à sua atividade principal (core business). Estão estruturados juridicamente como empresas privadas.
  • Instituições sem fins lucrativos:
    Visam solucionar problemas sociais ou ambientais e suas ações dependem parcial ou totalmente de doações financeiras. São estruturadas juridicamente como instituições sem fim de lucro.
  • Negócios Sociais:
    São empreendimentos que utilizam mecanismos de mercado – tradicionalmente focados em acumular riqueza – com a finalidade de resolver ou minimizar desigualdades socioeconômicas. Sempre combinam viabilidade econômica e impacto social positivo, e podem estar estruturados juridicamente como empresas privadas ou instituições sem fim de lucro.
Convido a todos a compartilharem dessa idéia, todos nós podemos fazer nossa parte!!!!!!
Abraços e Voltem Sempre!!!!!




O que nosso Ministro Orlando Silva fala literalmente não se escreve….

17 10 2011

Já faz muito tempo que o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. protagonizou uma cena humilhante ao se encontrar com o jornalista Roberto Salim, da ESPN-Brasil e ouvir dele, com todas as letras: “O senhor desonra sua raça, a história do seu partido, o esporte brasileiro e o Brasil”.

O jornalista, um cidadão pacato, não conseguiu conter sua indignação diante de tudo que já sabiamos ser prática do ministro do PCdoB.

Que volta à cena, agora na capa da revista  “Veja”, que deu a seguinte chamada em sua edição desta semana:  “O ministro recebia o dinheiro na garagem”

Uma reportagem de seis páginas, assinada por Rodrigo Rangel, traz depoimentos, com nome e sobrenome de ex-integrante do PCdoB pego em falcatruas com o dinheiro do programa Segundo Tempo — que também manchou definitivamente o nome do ex-ministro do Esporte e atual governador de Brasília, Agnelo Queirós –, que revelam as aventuras de Orlando Silva Jr. com dinheiro público, muito dinheiro, 40 milhões de reais nos últimos oito anos, num esquema que exigia 20% dos repasses do ministério às ONGs parceiras do programa.

“Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebia verbas do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”, diz uma das testemunhas.

Que, como as demais, estão identificadas, prontas para serem ouvidas pela polícia, pelo Ministério Público, enfim, pela Justiça brasileira.

Oportunidade de ouro, também, para a presidenta Dilma Rousseff se livrar de Silva, como gostaria desde que foi eleita.

Vou listar abaixo Cinco motivos, e só cinco, porque tem muitos mais, para não acreditar no ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.:

1. Orlando Silva Jr. é o mesmo que comprou tapioca com cartão de crédito corporativo do governo federal;

2. Orlando Silva Jr. é o mesmo que prometeu Jogos Pan-Americanos transparentes e ecônomicos e que depois tirou o corpo fora dos gastos dez vezes maiores e nebulosos;

3. Orlando Silva Jr. é o mesmo que se comprometeu a participar de um debate organizado pela revista norte-americana “Newsweek” e fugiu 12 horas antes, alegando ter sido chamado por Lula em Brasília, embora tenha permanecido no Rio de Janeiro no dia do debate;

4. Orlando Silva Jr. é o mesmo que diz que as denúncias contra o presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil não são da alçada do governo federal;

5. Orlando Silva Jr. é o mesmo que em recente entrevista garantiu que o governo brasileiro não permitiria maldades da Fifa no credenciamento de jornalistas para a Copa do Mundo de 2014 e, menos de um mês depois, voltou de reunião com a entidade anunciando que o credenciamento ficaria exclusivamente por conta dela.

Em resumo: o que Orlando Silva Jr. diz não se escreve.

Texto: Juca Kfouri.

Abraços e Voltem Sempre!!!!!!!!!!!!!!





Afinal, qual é a real significado desta discussão???

17 09 2011

A reitoria da PUC-SP suspendeu as atividades administrativas e acadêmicas no campus Monte Alegre nesta sexta-feira. A medida foi tomada pelo reitor Dirceu Mello após estudantes divulgarem a realização do 1º Festival de Cultura Canábica – o nome do evento faz alusão à cannabis, gênero da planta que dá origem à maconha.

A cidade de Nova York acaba de informar que caiu para 14% o número de seus habitantes que fumam cigarro (uma redução de cerca de 35%) desde 2002, o que vai significar menos dezenas de milhares de mortes precoces. Uma vitória e tanto não é???? A queda de fumantes contém a receita que se deve aplicar contra o abuso da maconha, um assunto que, de novo, volta à tona com a proibição da reitoria da PUC contra a realização de um evento no campus convocado para pressionar pela liberação da maconha.

Apesar desse blogueiro que vos escreve ser a favor sim da discriminação das drogas, pois acredito não se tratar apenas de assunto policial, mas sim social e de principalmente de saúde pública, acredito que  ”o” problema desta festa da maconha, entre outras manifestações desse tipo, é o seguinte: “ao invés de discutir o assunto de forma mais aprofundada socialmente, reforça o charme do uso da droga“. No final de tudo fica um debate enjoado e ridículo entre a repressão, simbolizada pela polícia, e os jovens que pregam uma liberdade idiota. Mas afinal, “De qual lado os jovens tendem a ficar?”

Como o leitor sabe, acho que a descriminalização da maconha seria um mal menor sim. E reafirmo minha posição de acreditar que trata-se não de somente um assunto policial, mas de saúde pública, mas atente ao que acabei de escrever, disse que não trata-se de somente um assunto policial, mas trata-se também dele. Pois seria um romantismo ingênuo e imbecil ignorar sua forte ligação com o crime organizado.

Acredito como no caso do cigarro, visto com algo charmoso por muitas gerações há muitos anos atrás, hoje depois de um esforço de mostrar seu efeito no corpo, é motivo de restrições e de uma certa marginalizada pela atual sociedade, que cada dia mais livre desse terrível vício, possa acontecer a mesma coisa com uso não só da maconha mas das drogas em gerais.

Quando se coloca o debate entre polícia versus maconha, nestes tipos de manifestações, parece que a droga simboliza liberdade. E não é liberdade. Pois a maconha pode ser muito menos nociva do que o cigarro, a bebida ou outras drogas, mas ainda assim é um problema de saúde. Há uma série de estudos mostrando como o abuso da maconha tende a afetar a memória, dificultando o desempenho escolar e profissional.

Ter essas habilidades reduzidas significa perder autonomia e não a tal liberdade que esses “pobres” manifestantes insistem em levantar.

 

Abraços e Voltem Sempre!!!!!!!!!!!!!!!!





O VALOR DE UMA BOA IDÉIA!!!!!!

14 09 2011
Trabalhar com criatividade significa viver em uma busca incontinente atrás de uma grande idéia. Na maioria das vezes, isto significa chegar a mais simples das idéias, com simplicidade de forma e resumo de conteúdo. Um bom exemplo disto é o slogan criado pela Lage & Magy “ para a Aguardente 51 – “Uma boa idéia”.
Hoje, muitos anos depois, além de identificar e posicionar o produto no mercado com criatividade e força, acabou tendo seu significado ampliado, tornando-se o sinônimo popular para uma boa idéia.
Esse é apenas um de muitos exemplos que eu poderia dar. Como já dizia o Gênio Albert Einstein: “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.”
Abraços e Voltem Sempre!!!!!!!!!!!!




Afinal, Qual Independência comemoramos???

9 09 2011

Texto inspirado e baseado num outro excelente texto da Juliana Fratini do site “Papo de Homen”: http://papodehomem.com.br/

Vamos lá:

Meses depois da queda de ministros e dias após o Parlamento absolver Jaqueline Roriz, cabe-nos uma reflexão: qual Independência celebramos neste mês de setembro?

Mais do que comemorar, hoje é um bom dia para refletir: qual é a verdadeira Independência do Brasil?

Vivemos tempos em que a oposição oferta apoio à presidente para a realização da “faxina” contra a corrupção, gesto temido por parte dos governistas. É preciso considerar que boa parte dos acontecimentos não se deve apenas ao governo da situação, nem é culpa da presidente ou do ex-presidente – conforme alguns insistem em afirmar. Eles se devem a como nosso sistema político foi e está organizado, e também à maneira de a sociedade civil se portar dentro deste sistema, bem como reagir a ele. As considerações abaixo são ensaísticas e, seja como for, as ideias parecem fazer mais sentido por meio de uma breve retrospectiva histórica.

Independência: coisa de elite

O dia 7 de setembro de 1822 marca o início da autonomia política brasileira. Embora tenha havido a ruptura com a metrópole Portugal, não houve rupturas sociais significativas, ao contrário do que aconteceu em outros países que proclamaram a Independência.

No Brasil, a Independência é realizada por uma incipiente elite política e não pela sociedade; a mesma lógica se refaz em outros momentos históricos, como a Proclamação de República, golpes militares. Até mesmo durante a redemocratização, quando na transição de regimes, membros do poder público do antigo regime permaneceram no poder, além de antigas instituições continuarem operantes. A questão é que algumas das antigas forças e costumes permaneceram intactos.

Embora tais considerações possam parecer ultrapassadas para a resolução de questões contemporâneas, elas foram responsáveis, ao longo dos anos, por dar a tônica da sociedade civil (ou melhor, à cultura cívica nacional), do funcionamento das instituições públicas e da democracia brasileira, o que faz com que não estejam totalmente descoladas do momento presente.

Mecanismos contra o povo

Ao longo da história, diversas Constituições foram criadas no Brasil. Estas, a cada período, versaram sobre os valores e as instituições representativas do Estado, bem como sobre os processos eleitorais representativos, ora excluindo ora incluindo as massas. Por vezes, inclusive, favoreceram as elites políticas já consagradas. Ao longo dos anos, portanto, o sistema político passou por inúmeras regulamentações. A última Carta, e até hoje vigente, data de 1988, e é chamada “Constituição Cidadã” dada a sua tentativa de expressar com mais afinco os interesses da sociedade.

Ulysses Guimarães levanta a Constituição de 1988, ferramenta que, segundo ele próprio, deixaria o país “ingovernável”

Mas não é apenas a Constituição o instrumento que rege a política brasileira, embora este seja o mais importante. Há ainda os regimentos internos da Câmara de Deputados, do Senado, do Congresso. Estes regimentos, desconhecidos pela maior parte da sociedade (algo que me entristece muito), possuem mecanismos próprios que “obrigam” o Parlamento a se comportar de maneira, por vezes, a favorecer situacionistas e/ou interesses contraditórios aos da sociedade, ou mesmo os interesses do Executivo.

Há, portanto, mecanismos diversos que tornam a expressão dos interesses sociais no Parlamento algo muito complexo – e como sabido, não é apenas da expressão de interesses sociais que a política se constitui. Alianças diversas e movimentos que se afastam dos interesses sociais fazem parte das regras do jogo político quando está em voga a manutenção ou a busca pelo poder.

Presidência de mãos atadas

O Executivo, igualmente, conta com a prerrogativa de legislar, e dispõe de meios para controlar o Parlamento, como a posse do Orçamento. Embora isto facilite o Executivo a governar por meio de uma coalizão que na maior parte do tempo o apoia, este Poder parece ser também incapaz de controlar todas as ações das lideranças partidárias – mesmo as governistas –, quando os interesses partidários de maior dimensão (ou de um significativo grupo de parlamentares) são conflitantes aos seus. Como o que a presidente parece ter tentado chamar para si (a faxina contra a corrupção) e como o que ela se abstém (o caso Jaqueline Roriz) – neste último caso, por não fazer mesmo parte de suas funções julgar.

Na prática, sem o apoio da base governista para a realização de uma faxina contra a corrupção (que, vejam bem, é sim um problema estrutural do país), é evidenciada não apenas a ameaça de ingovernabilidade se ela levar a história adiante, como também são evidenciadas críticas a respeito da competência da líder pela sociedade civil, sem que Dilma encontre muitas opções políticas “razoáveis” para se posicionar.
Link YouTube | De “faxina contra a corrupção” para “faxina contra a miséria”: termos diferentes para evitar uma briga

Teria Dilma, portanto, que comprar uma briga muito grande com seus aliados governistas para concretizar uma demanda social: a faxina contra a corrupção. Isto porque o Parlamento não apenas lhe deu às costas para a realização desta tarefa como afirmou sua posição colaborando com a absolvição de Jaqueline Roriz. Ou seja, além de demonstrar não estar interessado somente em representar a vontade social, o Parlamento não está interessado em propostas que possam comprometer seus membros – votando pela cassação de Roriz, abriria precedente para que outros parlamentares pudessem ser julgados.

Contudo, o ponto é que a ação praticada pelo Parlamento pode ser considerada amoral, mas não ilegítima, posto que há brechas institucionais dentro daquela casa para que isto ocorra. O voto pela absolvição de Roriz aconteceu de maneira secreta, e não poderia ser diferente, pois nenhum parlamentar seria corajoso o bastante para se posicionar publicamente de maneira favorável à absolvição. Os custos políticos seriam demasiadamente altos.

Surpreendentemente o que Dilma encontrou foi o apoio por parte da oposição (o que parte da população aceita); apoio este que, se aceito por ela, geraria um custo político muito alto para os partidos governistas no futuro e, enfim, para a própria Dilma. Isto porque, ampliando o poder da oposição, Dilma colocaria em xeque a possibilidade de arregimentar forças políticas pró-governo em uma possível reeleição do PT ao Executivo no futuro. Além disso, poderia pôr em xeque também o governo de seu antecessor.

Defina independência

O Executivo, que na história deste país contou, na maioria das vezes, com um papel fundamental para garantir a governabilidade, parece estar preso à história política do partido ao qual o atual Executivo pertence. O Parlamento faz malabarismos para continuar deixando a sociedade à parte das decisões que toma por meio da salvaguarda de dispositivos regimentais que se fundem a “brechas constitucionais” passíveis de interpretação diversa – conforme fez no passado por outros meios.

Por fim, a sociedade, muitas vezes por não ter conhecimento aprofundado das questões, acaba por adotar posições baseadas na apresentação superficial de fatos complexos.

Neste país, da maneira em como a política está organizada, é difícil dizer que algum ator política tenha, realmente, alguma independência – pelo menos não entre nós mesmos. Chegamos a um ponto em que a corrupção deixa de ser um problema político de interesse social para se tornar um problema necessário para que a presidente continue a governar e os parlamentares a trabalhar. Ainda pior do que isso é o fato de a eliminação da corrupção ter se tornado, para diversos membros da sociedade civil, um objeto de força política que não condiz, em nada, com os interesses gerais de uma nação que pretende ser independente em alguma coisa.

Por isso, ou melhor, por tudo isso, volto a pergunta que encabeça esse post: “Afinal, Qual Independência comemoramos????”

Abraços e Voltem Sempre!!!!!





Carta de Despedida de Steve Jobs!!!!

27 08 2011

“Ao Conselho Diretor da Apple e à Comunidade Apple:

Eu sempre disse que, se houvesse um dia em que eu não pudesse mais cumprir
meus deveres e atender às expectativas como presidente-executivo da Apple, eu
seria o primeiro a informá-lo. Infelizmente, esse dia chegou.

Por meio desta, renuncio do cargo de presidente-executivo da Apple. Gostaria
de servir, caso o Conselho o aprove, como presidente do Conselho da Apple,
diretor e funcionário da Apple.

Quanto ao meu sucessor, recomendo fortemente que executemos nosso plano de
sucessão com a nomeação de Tim Cook como presidente-executivo da Apple.

Acredito que a Apple está à frente de seus dias mais brilhantes e inovadores.
E estou ansioso para observar e contribuir para seu sucesso no meu novo
posto.

Fiz alguns dos melhores amigos da minha vida na Apple, e agradeço a todos
vocês pelos muitos anos nos quais pude trabalhar ao seu lado………”

Posteriormente postarei 5 razoes por que esse homem ficará para história.

Abraços e Voltem Sempre!!!!








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